FASHION REVOLUTION: O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE ESSE MOVIMENTO GLOBAL

Você já parou para se questionar de onde vem as suas roupas? 


Foi no dia 28 de abril de 2013 que um acidente marcou a história da Moda. O desabamento de um prédio em Bangladesh expôs o lado nada glamouroso! O local era uma fábrica têxtil onde mais de 1.133 pessoas morreram e 2.500 ficaram gravemente feridas. Ressalta-se, que dias antes os funcionários haviam alertado sobre rachaduras no prédio mas foram obrigados a continuar trabalhando. 

Há menos de seis meses, em um incêndio, 100 pessoas haviam morrido. A produção era para a rede Walmart e no acidente do Rana Plaza, entre vários clientes o principal era a Primark. 

A campanha surgiu com o objetivo de aumentar a conscientização sobre o verdadeiro custo da moda e seu impacto em todas as fases do processo de produção e consumo, mostrando ao mundo que a mudança é possível através da celebração dos envolvidos na criação de um futuro mais sustentável e criar conexões exigindo transparência.


Salários de 3 doláres por dia e rotina de trabalhos de 12 horas são comuns.



















Um documentário que aborda toda a cadeia produtiva e questiona isso é o The true cost (tem na Netflix! Veja o trailer aqui). De forma aprofundada, mostra a realidade do segmento, seus desafios e o modo como conduzimos nossas escolhas e como estas influenciam todo o setor. A escolha do produto de fast fashion, dependendo de onde ele é produzido, esconde custos ambientais e humanos devastadores.  Foi o acidente que fez o cineasta se questionar e querer abordar este tema.

Um reality interessante também mostrando essa perspectiva é Sweatshop No Youtube , aqui ). Afterposten, site de notícias da Noruega criou o reality online onde três jovens foram ao Camboja ver de onde vinham suas roupas. São 5 episódios de 15 minutos ( você  pode ler um resumo nessa postagem do meu blog pessoal)





Também para refletir, tem esse vídeo curtinho feito há dois anos e publicado na fanpage do Fashion Revolution que resume uma realidade que muitas vezes as peças escondem.

De 23 à 29 de abril acontece a Semana Fashion Revolution com o objetivo de conscientizar marcas e consumidores. No Brasil, há programação em diversos estados (veja aqui).

Você pode participar de diversas formas:
Como consumidora: Mostre as etiquetas da sua roupa/ Faça uma foto legal, marque a empresa e pergunte "Quem fez minhas roupas?" ou ainda, use uma das imagens disponíveis no perfil do Pinterest do Fashion Revolution Brasil.

Empresa: Não espere seu cliente pedir essa informação. Mostre que sua empresa é transparente, age de forma justa e correta. Mostre a equipe por trás da empresa, quem faz cada atividade, como é o processo.


Veja alguns dados alarmantes do setor:

Estima-se que 80 bilhões de itens de vestuário são entregues pelas fábricas anualmente;
São gastos 2.720 litros de água para fazer uma camiseta. É o que geralmente bebemos em 3 anos!
757 litros são gastos para fazer uma calça jeans, equivale a 285 banhos!
Um americano médio descarta R$ 285,00 em roupas;
95% das roupas poderiam ser recicladas;
Uma mulher britânica compra em média R$ 1.125 em roupas que ela nunca usará, o equivalente a 20 looks; Fonte: FR
O Brasil produz 172 mil toneladas de lixo têxtil! Apenas 40% são reprocessados pela indústria de transformação resultando em mais de 72 mil toneladas/ano. (Abit)
A cada 30 minutos um fazendeiro um fazendeiro se mata na Indía. (Fonte: The True Cost)

Você sabia?
Se dobrarmos a vida útil de uma peça de 1 para 2 anos ela reduz em 24% as emissões de CO2/ano.

(Foto: Divulgação) - A moda sustentável discutida no mundo

É mais do que não consumir, é consumir com consciência. E como empresa, ir além do discurso e do preço baixo.

Como consumidora, me questiono se posso alugar, pegar emprestado, não comprar determinado produto para prolongar a vida útil. Atualmente, peças que preciso, não compro sem ver a etiqueta e questionar sobre os processos. É difícil pois o cenário é complicado mas cada um fazendo sua parte é essencial, cobrando e exigindo o melhor para os dois lados.

Como profissional da área, busco orientar para que as empresas busquem seu lucro de forma sustentável e dar autonomia aos profissionais para que planejem sua produção e valores também de forma justa.

Saiba mais aqui

E você, o que está fazendo para mudar este cenário? Lembre-se, somos todos responsáveis.

Fala abaixo nos comentários , ou no @modaempreendedora  vou adorar saber.

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