RESUMO FUTURES BRASIL: O FUTURO DO MERCADO CONSUMIDOR

Futures São Paulo – evento global da WGSN – trouxe importantes reflexões para que as companhias se mantenham alinhadas com as demandas do consumidor em 2020



WGSN – autoridade global em análises e previsões de tendências – trouxe nesta última quinta (27), pela primeira vez para o Brasil, o maior evento da marca: o Futures. Com o objetivo de debater como as tendências das áreas do entretenimento, cuidado (caring), aprendizado, trabalho, compartilhamento, conectividade e do ser, contou com mais de 200 participantes entre diretores, vice-presidentes e CEO’s das principais empresas atuantes no país.

Diversos executivos promoveram debates sobre cada uma das tendências citadas, além de apresentar cases, onde foi possível identificar as tendências que guiarão o mercado consumidor em 2020. Além disso, os profissionais sinalizaram aos presentes, como as marcas podem se antecipar e preparar estratégias para seus negócios diante do que está por vir. O intuito do Futures é inspirar os participantes a terem ideias e oferecerem soluções que atendam aos anseios dos consumidores em um futuro próximo.

Andrea Bell, Diretora da WGSN Insight – que veio ao Brasil especialmente para o evento – trouxe relevantes reflexões para os presentes. Sobre a tão falada ‘economia da experiência’, Andrea afirma que, cada vez mais, as experiências e os produtos por si só não são as soluções. As pessoas estão procurando um significado e, essa busca que está moldando as prioridades das novas gerações. Ainda na busca pela experiência e proximidade, no futuro próximo, sensores que usam retroalimentação e vibrações eletromagnéticas simularão o toque em um mundo virtual. Esse tipo de tecnologia irá proporcionar que consumidor sinta os produtos, tecido de uma camisa, por exemplo, mesmo que à distância.
Não é o mais forte nem o mais inteligente quem sobrevive, e sim, o mais disposto a mudança”, afirmou Andrea em sua apresentação.

Outra apresentação que chamou a atenção e trouxe valiosos insights para os presentes foi a de Liberty Carras Kelly, Diretora de Vendas Américas Spotify. Liberty começou pedindo para que todos se levantassem, respirassem, e pensassem na música que mais gostam. Assim, a executiva se apresentou e colocou em pauta como será o ‘futuro do curtir’ – com foco no que os consumidores irão querer do mercado do entretenimento. Segundo a executiva, os brasileiros, ouvem, em média, 2h30 de músicas no Spotify por dia. Carras ainda ressaltou que a experiência é o que move o mercado hoje em dia, e que a personificação – principalmente no mercado de entretenimento – já é essencial para as marcas que querem ser relevantes.

Mais um tema debatido no evento foi o futuro do aprender. Priscyla Laham, VP de Vendas ao Consumidor da Microsoft Brasil, falou sobre como a cultura interna da Microsoft incentiva seus colaboradores a buscarem o aprendizado constante, mesmo nas situações mais desafiadoras, e também sobre como a inteligência artificial pode ampliar a capacidade humana, raciocinando a partir de uma grande quantidade de dados e trazendo conclusões relevantes para os negócios e apoiando o aprendizado. A executiva compartilhou exemplos de uso do Skype Translator – software de mensagens instantâneas que faz traduções simultâneas em escolas –, e da Cortana, assistente pessoal que aprende a partir do comportamento do usuário interagindo com consumidores, entre outros.

Três empresas atuantes em causas sociais debateram a importância e o futuro para o propósito das marcas: Ben & Jerrys, Red Bull e Ambev mostraram como oferecer respostas para a busca do consumidor em se sentir parte de algo maior, de sentir que o produto que ele consome também indiretamente ajuda a comunidade em que está inserido. A Red Bull, por exemplo, implementou o cargo de Social Innovation, justamente com o propósito de identificar ideias e realizar projetos em benefício do social.

Maria Fernanda Albuquerque, Diretora de Marketing Skol, trouxe a mesa o debate sobre a questão de gêneros, e como a categoria da cerveja – produto ainda tão atrelado ao masculino e com histórico machista – pode mudar essa visão. Segundo Maria Fernanda, há aproximadamente quatro anos, o grupo iniciou um processo interno de contratação com olhares diferentes, promoveu encontros de debates com mulheres e grupos LGBT e, a partir disso, desenvolveu treinamentos para a liderança da empresa. “O propósito de Skol é unir e conectar pessoas e fazer com que tenham momentos felizes ao redor de uma cerveja tão democrática. Considerando esse princípio, qualquer atitude que se distancie disso, vai contra o que defendemos. Nem todos precisam ter as mesmas opiniões, mas têm que concordar que preconceito e segregação afastam e o respeito une. E tudo isso começou a partir de uma mudança interna na Ambev que expandiu para a marca”, disse a executiva.

A Ben & Jerry's é um caso de empresa que surgiu já alinhada aos propósitos sociais e leva o conceito de justiça muito a sério, seja na forma como trata seus funcionários, cooperam com a comunidade ou criam novos sabores para os clientes, a justiça está presente em tudo o que fazem. “Há 10 anos esses eram temas do futuro, o futuro chegou, mas ainda são causas importantes que precisam ser pensadas a longo prazo”, concluiu André Lopes, Diretor de Marca e Negócios Ben & Jerry’s Brasil.

Já o painel sobre futuro do trabalho foi composto pelos jurados de Cannes Lions – empresa que faz parte do grupo Ascential, assim como a WGSN –, o Copresidente Agência Africa, Sergio Gordilho e Mario D’Andrea, CEO Dentsu, além também da participação de André Ferraz, CEO InLocoMedia. Os executivos debateram sobre a transformação da indústria criativa e a importância de ter um propósito no trabalho para as novas gerações. De acordo com Gordilho, dentro que é produzido no meio criativo, só se mantêm o que é relevante tanto para o consumidor, como para quem trabalha. Neste sentido, ele afirma: “há dez anos a criatividade era mais direcionada para o resultado e, hoje é voltada para o lado mais humano ”.



Encerrando o dia de discussões e ideias sobre o Futuro do Consumo, Daniela Dantas, Diretora WGSN Mindset Latam trouxe importantes reflexões sobre como as pessoas vão se definir nos próximos anos. Ou seja, como os consumidores vão se apresentar e ressignificar sua própria identidade em tempos de liberdade de gêneros e redefinição do conceito de pertencimento – uma vez que a internet rompeu barreiras e proporciona que todos indivíduos sejam cidadãos do mundo. Segundo ela:
“As novas gerações exigem que as marcas acompanhem as mudanças da sociedade – o que impacta desde a flexibilidade do trabalho à espiritualidade. Nada mais será pré-definido, fixo e, por isso, é importante que as marcas tenham o mindset de que, cada vez mais, os consumidores são únicos, e que é necessário atender às especificidades de cada um para destacar-se. O futuro do ser é estar. A identidade é uma constante flexível e mutante”, finaliza Daniela.

Além dos debates, o evento contou com a participação outros executivos de peso no mercado brasileiros: Lucas Mendes, Diretor Geral We Work Brasil, Camilla Junqueira, Diretora de Cultura Emprendedora Endeavor, Alexandre Serodio, Fundador Beleza na Web, Nicolas Vendramini, Lead Criativo BuzzFeed Brasil, Rafaella Danon Schivartche, Líder de Projetos de Inovação iFood. Os painéis tiveram a mediação de Luiz Arruda, Consultor Sênior WGSN Mindset.

Em 2017, o evento acontece em seis cidades globais, Londres, Hong Kong, Nova Iorque, Melbourne, Cidade do Cabo e São Paulo. Em 2016, os eventos contaram com a participação de mais de 700 executivos que discutiram o futuro dos negócios no mundo. Para 2017, a expectativa é de mais de 1.200 participantes que compartilharão experiências e irão gerar insights para guiar o futuro das empresas no país.
Sobre Futures: O Futures é um ativo global da WGSN, que acontece em seis países ao redor do mundo: Londres, Hong Kong, São Paulo, Nova York, Melbourne e Cidade do Cabo. É um evento inspirador protagonizado por especialistas em tendências e palestrantes globais, que compartilham suas perspectivas sobre o futuro em um dia de palestras e painéis de debate. O Futures tem o intuito de auxiliar executivos no que diz respeito ao entendimento das mudanças que estão por vir no futuro do consumidor e, respectivamente, como essas mudanças podem afetar seus negócios.

Texto: Release Futures Brasil

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